:: o oceano falou comigo e nunca mais fui o mesmo ::

Este espaço foi criado com o intuito de mostrar tudo aquilo que se passa na cabeça de um surfista. Desde pensamentos, frases, sentimentos e tudo aquilo que tá presente na vida de cada um de nós. A busca incessante do equilíbrio.
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Porque lá fora...
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:: Sexta-feira, Maio 07, 2004 ::

Três em um

Aumenta o som aê e curte essa versão que o Jack Johnson fez das músicas Trenchtown Rock (Bob Marley), Garden Groove (Sublime) e Ring The Alarm (que eu não sei de quem é).

Essa música faz parte de um show que ele fez em Chicago em 2002. E, como dá pra notar, a gravação é tri caseira. Tipo, o cara deve ter ficado na fila do gargalo, lá na boca do palco e gravado com um gravador digital. Mas dá ouvir legal.

Se alguém quiser o link pra baixar as músicas, dá um toque aê nos comentárois que eu coloco aqui pra vocês.

:: 2:50 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
"Algo sempre nos falta - o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Para seu próprio bem, guarde esse recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo."

Caio Fernando Abreu

"Quando você se aprofunda em sua prática espiritual e dá ênfase à sabedoria e à compaixão, aprende a reconhecer o sofrimento de outros seres sensíveis que cruzam o seu caminho e a reagir a esse sofrimento de maneira construtiva, sentindo compaixão profunda em vez de apatia ou impotência."

Sua Santidade o Dalai Lama

:: 2:51 AM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Quinta-feira, Maio 06, 2004 ::

1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra-o na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.

"Meu silêncio continua ali, tornando meu corpo leve e meu espírito desapegado, apenas sendo interrompido, de tempos em tempos, pelo meu segundo nível de pensamento."

VIRAG, Tamas. Quatro passos para o desconhecido - "O silêncio é a chave para um mundo repleto de belza e magia". Porto Alegre - Dodigava, 2004.

:: 12:09 AM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Quarta-feira, Maio 05, 2004 ::



Somos a luz desse mundo
Somos o sol dessa terra
Somos a nuvem do céu
Somos a onda do mar
Somos a luz desse mundo
Somos o sal dessa terra
Somos todos filhos da terra
E todos somos um


:: 3:38 AM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
Felicidade Realista

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

Mário Quintana

:: 3:32 AM ::

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:: Terça-feira, Maio 04, 2004 ::

Eric "The Blues" Clapton



Deus lhe deu mão direita única, os ingleses descobriram e muros desbotados da Londres dos 1960 apareceram pichados com a frase "Clapton is God". (Excessos de ligados fãs noturnos, claro). O novo CD de Eric Clapton, Me and Mr Johnson, não garante nem aponta o Nirvana, mas prova que na nossa Terra não existe guitarrista parecido - nem Jeff Beck, Jimmy Page ou Pete Townshend, lembrando apenas os que têm mais de quatro décadas de rock'n'roll. (Hendrix, lá de cima, observa).

O disco é o melhor trabalho de Clapton desde From The Cradle (1994). É a volta ao blues seminal e uma genuflexão ao senhor das suas inspirações, Robert Johnson (1912 - 1938). Em 14 canções, escoltado por Billy Preston (piano), Jim Keltner (bateria) e Andy Fairweather Low (guitarra), gente que tocou e viajou com os Beatles e os Rolling Stones, Clapton passeia pelo repertório acústico do pai de todos os blues. Soa melhor que os Stones em Love in Vain e até mesmo que o próprio Johnson em Me and The Devil.

O som de Johnson sempre esteve ao lado de Clapton, seja no Yardbirds, no grupo de John Mayall, na banda Cream, com o totem John Lennon, com o venerável B.B. King ou sozinho. Raramente, seja nas loucuras da heroína, nas paixões do coração ou no desespero pela morte do filho, ele deixou a música fugir pelas janelas da depressão. Hoje, aos 59 anos, uma vez conhecido o inferno, outra vez habitante do céu, Eric Clapton encontra em um estúdio americano o lugar ideal para gravar um grande disco sobre o mítico blues do Mississipi e reverenciar o seu profeta. Johnson usou apenas violão em 1936. Clapton veio com guitarra e agregados. A essência, creia, está intacta.

O CD custa em média 34 pila.

Matéria do Jornal Zero Hora do dia 03/05/2004 - Escrita por Luiz Zini Pires

:: 11:58 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
Muita gente me pergunta o porque da frase-título deste blog. Tá aí a resposta.

..."... o oceano falou comigo e nunca mais fui o mesmo..."...

procure o mar... procure amar... viajar... sonhar nas ondas da paixão... viver com mais intensidade e paixão nas ondas... a mulher amada... a mulher que nos completa... a menina parece a própria música como a música-chamado do oceano batendo forte no peito... sorte dos que escutam essas melodias... e cantam juntos o recital clássico... um homem e uma mulher... um só ser... música sublime... o mais belo tom... sua voz... suas palavras... como é belo seu cantar e amar... a voz que mudou minha vida... uma voz interior como nunca ouvira antes... como nunca sonhara antes... pensava que o amor dos filmes e contos de fadas não existia...

venha... onda... venha... vida... ela vem... é só te encontrar... te abraçar... te olhar... como o surfista procura a saída do tubo... a experiência máxima do surfar... máxima mas sempre sem limites... como viajar no tempo... passado-presente-futuro tubular... e encontrar na saída de meu coração extasiado os teus olhos... o teu ser... ser... como você é... não são muitos que são... que existem de verdade... sonho real... amor imortal... azul... profundo... poderoso... eterno... mágico... como uma onda no mar...

dias longe dela e do mar... vazios... angustiantes... machucam o coração... impedido de compartilhar as duas mais belas formas de amor... pela mulher amada e pela água vital que nos deixa mais vivos... através da poderosa energia das ondas...

por que viver sem ela... sem o grande templo azul líquido?... a resposta... sempre dura... chama-se realidade... e cotidiano... a resposta... difícil... árdua... chama-se individualidade... não sobrevivemos sem nossa amada e sem o mar que nos faz evoluir... mas precisamos também tocar nossa batalha pessoal... correr atrás dos projetos de vida... de nossos sonhos...

sonhos de grandes sucessos e realização desejados por muitos... mas existem sonhos mais bonitos e que nos retribuem tanto como amar... ser amado e surfar...

como receber aquele olhar dela quente... carinhoso... profundo e tão sem necessidade de palavras... com jeito de final de tarde clássico... altas ondas... longas... bem manobráveis... sol descendo atrás das montanhas... luz dourada banhando o mar e o coração... alegrando a alma?...

como curtir junto dela aquele rockão clássico... botando o som no talo... que envolve a canção e o amor como aquele paredão ou tubo perfeito... bem servidos... nos tomando em seus braços-ventre líquidos como as palavras exatas da doce amada...
como observar a série se aproximando ao fundo e pensar na chegada dela... caminhando com aquele jeito-charme único... se aproximando... coração batendo mais forte... mais perto... aquele sorriso mágico... sempre uma onda da tonalidade mais bela de azul que invade o coração?...

como sentar na prancha no outside e sentir a vida mais intensa... no meio do oceano... longe das neuroses... da cidade... dividindo o pico com algum brother de alma... e mesmo assim pensar nela... em como ela pertence à esse mundo azul único... um mundo de sonho que deveria participar mais de minha realidade?...

como dropar a melhor onda da vida... sensação parecida com o estado de graça que me envolve quando... estando com ela... sentimos o amor crescendo a partir de um olhar... de algumas palavras... de uma percepção maravilhosa como a de ontem à noite?...

como cair na água depois de tantos dias de cidade e trabalho... remar e sentir um renascimento... matando a saudade e a necessidade como o reencontro com ela... sempre bonito... intenso... sempre iniciado com aquele abraço forte e demorado que fala tanto?...

surfar e amar parecem a mesma coisa... tal a beleza e dádiva dos sentimentos e significados que despertam....
os dias e semanas que virão sem ela serão tristes... copos diários de saudades.... ainda bem que o surf poderá preencher um pouco esse vazio....

porque lá fora... onde os ventos sopram... as ondas nascem e tanta vida acontece... não há lugar para tristezas....
bastará remar... me levantar e surfar... surfar que a felicidade explodirá instantaneamente... felicidade de praticar o mais belo e harmonioso movimento com a natureza... inventado pelo homem... felicidade de um dia de surf sabendo que alguém lá em cima... e outra aqui dentro estará aplaudindo...

porque o amor verdadeiro... é como um espelho encantado... se o sorriso me invade... não será só minha imagem e alma em alegria profunda que estarei vendo... dentro daqueles vidros sentirei e lembrarei demais do sorriso de uma menina que sabe... e como sabe... compartilhar gostos... alegrias... e paixões...

até a volta... minha menina-onda do mar...

estarei te esperando... sentado em minha prancha com seu nome... além da arrebentação e da vida sem sentido dos que não se amam...

...vejo então a onda de minha vida, azul turqueza... brilhante... grandiosa... desenhada com a perfeição dos desenhos no caderno de escola de garoto... me preparo... vibro... me posiciono... me atiro com a paixão e coragem dos loucos... os verdadeiros normais......

você voltou...... sinto seu olhar tubular... mar... amar... surfar.

Só que um surfista nunca deixa de sonhar...

:: 6:57 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Segunda-feira, Maio 03, 2004 ::

Utilidade pública



Maconha - um lado que muita gente não conhece.

"Eu senti meu coração disparado, falta de ar e as mãos formigando. Tinha certeza de que ia morrer."

O pânico de Carlos durou horas, e não passou nem quando foi medicado. "Todo o mundo dizia que eu não tinha nada sério, mas eu achava que estava morrendo." O dia amanheceu, o medo passou e ele retomou o dia-a-dia. Um mês depois, dirigindo sóbrio, a mesma sensação de pânico apareceu de repente. Quatro dias mais tarde, começou a tremer compulsivamente enquanto assistia à TV. Quando sentiu claustrofobia num bar que costumava freqüentar e foi parar no pronto-socorro, o médico que o atendeu sugeriu que procurasse um psiquiatra. "Aí, descobri o que era síndrome do pânico." Foram precisos seis meses de terapia, com calmantes e antidepressivos para livrá-lo de vez do problema. "Estava trabalhando muito e tudo isso misturado à maconha me deixou muito mal. Há venenos que também são naturais."

A maconha tem sido objeto de várias pesquisas que associam seu uso à psicose. Por enquanto, só foi provado mesmo que ela pode causar depressão, apatia e síndrome do pânico, como aconteceu com Carlos Magno. Mas, em novembro de 2002, o British Medical Journal, uma das mais respeitadas publicações científicas do mundo, apresentou uma pesquisa realizada na Suécia que mostrava que a maconha também aumentava o risco de o usuário manifestar sintomas de esquizofrenia.

Texto retirado da última Revista Trip. Clica no link à esquerda e lê a matéria na íntegra.
:: 8:19 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________

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